Doenças em Coníferas

Armilariose de Pinus spp.
Causado pelo fungo Armillaria mellea

Ocorrência:
No Brasil pode ocorrer a partir da divisa de Minas Gerais com São Paulo até a Região Sul.

Importância:
É considerada a enfermidade mais importante do gênero Pinus no Brasil, emborca seus danos não sejam muito significativos.

Hospedeiros:
No Brasil foi verificada em Pinus elliottii, Pinus taeda e Pinus patula.

Principais danos causados:
Causa apodrecimento de raízes e de porções basais do tronco, levando, na maioria das vezes, a árvore a morte.

Principais sintomas:
Armillaria melea causa apodrecimento da casca e do lenho, tanto de raízes quanto do tronco. O apodrecimento do lenho é do tipo podridão-branca e é observado somente depois de bastante tempo da morte da árvore.
As árvores atacadas por este patógeno têm sido observadas esparsamente nas plantações e algumas vezes em reboleiras, resultantes da propagação da doença no solo de planta a planta ou de raiz a raiz.
As árvores inicialmente exibem crescimento vagaroso, tornam-se amarelecidas, e apresentam exsudação de resina na base do tronco e nas raízes.
Posteriormente, começam a ter queda acentuada de acículas, secamento de terminais de galhos e, finalmente, morrem.
A exsudação de resina nas porções basais do tronco e nas raízes é muitas vezes abundante. isto faz com que o solo e acículas caídas ao redor do tronco formem um espesso betume ou crosta dura, observada também em volta e sobre as lesões
de raízes.

Ciclo de vida de Armillaria melea
É um parasita facultativo, que nas matas naturais vive saprofitando troncos, tocos e raízes em decomposição, destes substratos suas hifas espalham-se pelo solo, infectando raízes de árvores vivas.
O fungo pode iniciar a infecção por meio de ferimentos radiculares, a partir dessas raízes, a infecção prossegue, podendo chegar até o coleto da árvore, podendo a partir dai matar a árvore.
Sendo assim, quando a mata nativa é retirada, ficam na área pedaços de raízes, tocos e troncos infectados com Armilariose, que posteriormente acaba instalando-se nas árvores de Pinus plantadas no local.

Controle da Armilariose

Durante o preparo do terreno limpar a área, recolhendo restos de raízes, tocos, troncos e galhos da vegetação nativa anterior, apodrecidos ou não, queimando o material em seguida.
O controle desta doença por resistência de plantas praticamente não é aplicado. Existe uma recomendação de evitar o plantio de espécies muito suscetíveis, como Pinus elliottii, em regiões com probabilidade de ocorrência acentuada de Armilariose.
Caso seja necessário estocar, colocar as pilhas de madeira a céu aberto, em local bem drenado, limpo, capinado, por um período máximo de dois meses.

Podridão de Raízes de Pinus e Araucaria Associada a Cylindrocladium clavatum

Causado pelo fungo Cylindrocladium clavatum

Ocorrência:
Em plantações de Pinus spp., esta doença foi observada nos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Goiás. tropicais.
Nos estados do Paraná e São Paulo, foi observada em árvores de Araucaria angustifolia.

Hospedeiros:
Os principais hospedeiros deste fungo são: Araucaria angustifolia, Pinus caribea var. hondurensis, P. caribeae caribeae, P.taeda, P. patula, P. elliottii, Eucalyptus saligna e outros.

Principais sintomas:
Em plantas de Pinus spp., tem sido observada a partir de um ano de idade no campo. Inicialmente ocorre o amarelecimento de toda a copa, com grande parte das raízes apresentando porções mortas, com crostas de resina em suas superfícies.
Nos meses seguintes as plantas morrem e suas copas apresentam tonalidade marrom-ferrugínea.
Tanto em plantas jovens, como mais velhas, a enfermidade pode apresentar-se em planas isoladas ou em reboleiras.
Em Araucaria angustifolia esta doença tem sido pouco estudada.. Nos locais onde foi observada ocorre em reboleiras.

Controle da Podridão de Raízes Causada por Cylindrocladium clavatum

Até o momento não existem recomendações de controle prescritas para esta doença.

Queima de Acículas de Pinus spp. ou Queima de Dothisthoma

Causado por Dothistroma septospora

Ocorrência:
África, Nova Zelândia, Chile e Estados Unidos. No Brasil já foi constatada no Estado do Paraná.

Importância:
Considerada a mais importante doença em reflorestamentos de Pinus spp. no mundo e, uma das poucas enfermidades com controle químico no campo. No Brasil até o momento sua importância é secundária, visto que os plantios de Pinus radiata são apenas experimentais.

Hospedeiros:
Os principais hospedeiros desta doença no Brasil são: em Pinus taeda, Pinus elliottii (com pequenos danos), porém em Pinus radiata e Pinus pinaster os danos foram severos.

Principais sintomas:
Em viveiros só ocorre em mudas passadas, com mais de 8 meses de idade.
As lesões surgem nas porções basais do tronco, progredindo de maneira ascendente até a copa.
As lesões aparecem em qualquer porção da acícula, anelando as acículas, que secam a partir das lesões.
Várias lesões podem ocorrer numa mesma acícula, que neste caso seca mais rapidamente desprendendo-se da árvore.
A porção atacada da copa tem aspecto queimado, em contraste com a vegetação verde das outras partes da planta.
Nas plantas que sofrem ataques severos, ocorre um intenso desfolhamento , restando áreas verdes apenas nas porções terminais, ainda não atacadas pelo fungo.

Controle da Queima de Dothisthoma

Por meio da resistência de plantas.
Única doença com controle químico no campo a nível mundial, são utilizados para isto fungicidas cúpricos, em pulverizações aéreas.