Antonio Carlos Batista

Avaliação de Queimas Controladas em Povoamentos de Pinus taeda no Norte do Paraná

Resumo:

Este trabalho foi desenvol vi do em Senges-Pr, em um plantio de Pimis iaecfci^ tendo como objetivos; anal i sar o comportamento do fogo em que i mas controladas, aval i ar os efe i tos do fogo sobre o crescimento das árvores e sobre caracter í sticas qu í micas do solo e da serapilheira , determinar a t é cn i ca de que i ma ma i s adequada para redução do mater i al combust í vel e o i ntervalo ideal entre as que i mas. O delineamento estatíst i co empregado foi de blocos ao acaso com 7 tratamentos e 4 repet i ções. Para compor os tratamentos utilizaram-se três pen e dos de que i ma (anual, b i anual e tr i enal), duas t é cn i cas (contra e a favor do vento) e uma testemunha. As que i mas foram real i zadas anualmente no pen e do de 1991 a 1994. As melhores cond i ções de que i ma ocorreram em 1993 e as p i ores em 1992. Antes e depo i s de cada que i ma procedeu-se o levantamento da quant i dade de mater i al combustível ex i stente depos i tado no piso do povoamento, a fi m de determ i nar o consumo pelo fogo. As que i mas reduz i ram entre 21 e 45 % da quant i dade total do matenal combust í vel e cerca de 32,5 % da espessura, total da camada de serap i lhe i ra. As que i mas contra o vento reduz i ram menor quant i dade de combustível do que as que i mas a favor do vento no ano de 1993, enquanto que nenhuma d i ferença fo i detectada nos dema i s anos. Não houve diferença na redução do matenal combust í vel em funç ã o das frequ ê nc i as de que i ma anal i sadas. O monitoramento do fogo e das cond i ções amb i enta i s durante a que i ma de cada parcela, j untamente com d i versas i nformações adic i ona i s de campo e bibl i ogr á f i cas, poss i bil i taram a obtenção das seguintes vanáveis do comportamento do fogo: veloc i dade de propagaç ã o (r), i ntensidade (I), calor liberado (Ha), tempo de res i dênc i a (t ,.) e máxima temperatura durante a passagem do fogo. A veloc i dade media de propagação, est i mada diretamente no campo, vanou entre 0,004 e 0,01 m.s ‘ 1 . A i ntens i dade foi est i mada atrav é s da equação de Byram (I -= H.w.r), e apresentou vanação de 2,47 até 38,82 kcal.m ‘ 1 . s ‘ 1 . O tempo de res i dênc i a do fogo foi estimado em 14,4 s. Para as variáve i s r, I e Ha as maiores médias foram observadas em 1993 e não houve diferença entre as frequências de que i ma. Nas queimas a favor do vento as médias de r e I foram ma i ores que nas que i mas contra o vento, enquanto que para as méd i as de Ha n ã o houve diferença entre as técn i cas. As médias das máximas temperaturas observadas durante a passagem do fogo, sob a serap i lheira, na superfíc i e e a l metro de altura, t i veram variação dist i nta em funç ã o do ano e da técn i ca de que i ma. As ma i ores médias observadas vanaram entre 600 e 700 °C na superfície e sob a serapilheira, e as menores, entre 50 e 60 °C, ocorreram a l metro de altura. A fim de veri fi car os efeitos do fogo no solo analisaram-se os nutnentes da serapilheira e as caractensticas quím i cas do solo nas áreas que i madas e não que i madas. Os resultados i ndicaram não haver alteração sign i ficat i va nos teores de K, Ca e Mg nas áreas que i madas. Quanto às caracte rí st i cas qu í m i cas, também não houve aumento signi fi cativo no pH do solo e de Ca^, Mg”^ e P nas áreas que i madas. Na aval i ação dos efeitos do fogo sobre as árvores analisou-se a altura de carbonização da casca das árvores, a altura de crestamento letal e o incremento em diâmetro e altura das árvores. As médias de altura de crestamento (entre 0,47 e 2,09) foram mu i to inferiores ao minimo necessáno para provocar danos às copas das árvores. A altura de carbon i zação da casca apresentou uma forte correlação com a intens i dade (r = 0,79) e com a a l tura de crestamento (r = 0,81), mostrando ser i mportante para aval i ação dos efeitos do fogo. Houve um aumento não sign i ficat i vo dos incrementos em diâmetro e altura nas parcelas queimadas. Devido às condições mu i to distintas de queima nos anos analisados, não foi poss í vel de fi nir a técnica de que i ma mais adequada para reduzir o material combust í vel no local analisado. Os resultados de apenas um ciclo de que i ma não foram su fi cientes para estabelecer o intervalo ideal entre as queimas.