Antonio Carlos Batista

Determinação de Umidade do Material Combustível Sob Povoamentos de Pinus taeda

Resumo:

Este trabalho foi desenvolvido na Estação Experimental do Canguiri, da Universidade Federal do Paraná, Piraquara, em talhões de Pinus taeda, tendo os seguintes objetivos: deter­minar o grau de correlação entre elementos meteorológicos e o conteúdo de umidade do material combustível, desenvolver equa­ções para estimar o conteúdo de umidade do material combustí­vel em função de variáveis meteorológicas e obter estimativas do conteúdo de umidade em função de indicadores de umidade. O material combustível coletado em dois períodos, inverno e ve­rão, foi separado em quatro classes: acículas e material le­nhoso com as seguintes classes de diâmetro: < 0,7 cm, 0,7 a 2,5 cm e 2,5 a 7,6 cm. Foram construídos três tipos de indica­dores de madeira de Araucária angustifolia, um para acompanhar a variação de umidade das acículas e do material lenhoso da classe de < 0,7 cm e os demais para acompanhar cada uma das classes restantes. Foram determinadas, em cada período, as correlações simples entre cada uma das classes de material com­bustível e as variáveis meteorológicas simples: umidade rela­tiva (UR), temperatura do ar (T), temperatura de ponto de or­valho (TPO), tensão máxima de vapor (TMV), tensão real de va­por (TRV) e déficit de saturação do ar (DSA). Para compor as equações – foram consideradas também as variáveis combinadas T-TPO e (1-UR) x TMV. No inverno, os valores médios de umidade relativa apresentaram as maiores correlações com o conteúdo de umidade de todas as classes de material combustível. No verão as variáveis, se alternaram como as mais correlaciona­das com o conteúdo de umidade do material combustível. A me­lhor correlação foi obtida entre a variável umidade relativa e o conteúdo de umidade da classe de acículas no período do inverno (R = 0,9345). As variáveis meteorológicas apresenta­ram melhores correlações com o conteúdo de umidade das clas­ses de acículas e < 0,7 cm de- diâmetro do que com as classes de maior diâmetro. No inverno, para as classes de ací­culas e de materiais lenhosos com diâmetro < 0,7 cm e de 0,7 a 2,5 cm a melhor estimativa do teor-de umidade, foi obti­da com a variável combinada T-TPO, e para a classe de 2,5 a 7,6 cm de diâmetro a melhor estimativa foi obtida com a variá­vel umidade relativa. No verão, para as classes de acículas e de materiais lenhosos com diâmetro < 0,7 cm e 2,5 a 7-, 6 cm a variável combinada TMV x (1-UR) forneceu a melhor estimati­va do conteúdo de umidade, sendo que para a classe de 0,7 a 2,5 cm de diâmetro a melhor estimativa foi obtida com a variá­vel umidade relativa. Considerando-se apenas as variáveis sim­ples, a umidade relativa foi selecionada para estimar o con­teúdo de umidade de todas as classes de material combustível no inverno e para as classes de acÍculas e de 0,7 a 2,5 cm no verão; para as classes < O,7 cm e de 2,5 a 7,6 cm as va­riáveis simples selecionadas foram DSA e T, respectivamente. A utilização dos indicadores de umidade não forneceu estima­tivas confiáveis do conteúdo de umidade das classes dos mate­riais combustíveis estudados, provavelmente devido ao tipo de madeira usada e a falta de climatização preliminar dos indi­cadores .