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Índices de Perigo Os índices de perigo são números que fornecem informações sobre a possibilidade de ocorrência de incêndios. São importantes por permitirem a previsão das condições de risco, possibilitando a adoção de medidas preventivas mais eficazes e econômicas. Os países mais desenvolvidos possuem diversos índices de perigo de incêndio, cujos estudos foram iniciados no começo do século. Contudo, esses índices não podem ser aplicados em nosso país devido as nossas condições climáticas serem diferentes. Existem vários índices de perigo de íncêndio usados por organizações de prevenção e combate a incêndios florestais desenvolvidos em vários países. Os principais são apresentados a seguir: Índice de Angstron Desenvolvido na Suécia, este índice baseia-se fundamentalmente na temperatura e umidade relativa do ar, ambos medidos diariamente às 13 horas. Não é um índice cumulativo. A equação do índice é a seguinte: B = 0,05H – 0,1(T – 27) sendo:
Sempre que o valor de “B” for menor do que 2,5 haverá risco de incêndio, isto é, as condições atmosféricas do dia estarão favoráveis à ocorrência de incêndios. Índice Logarítmico do Telicyn Desenvolvido na URSS, este índice tem como variáveis as temperaturas do ar e do ponto de orvalho, ambas medidas às 13 horas. O índice é acumulativo, isto é seu valor aumenta gradativamente, como realmente acontece com as condições de risco de incêndio, até que a ocorrência de uma chuva o reduza a zero, recomeçando novo ciclo de cálculos. Sua equação é a seguinte:
sendo:
Restrição do índice: sempre que ocorrer uma precipitação igual ou superior a 2,5 mm, abandonar a somatória e recomeçar o cálculo no dia seguinte, ou quando a chuva cessar. No(s) dia(s) de chuva o índice é igual a zero. Como o índice é acumulativo, a interpretação do grau de perigo é feita através de uma escala apresentado na tabela abaixo.
Índice de Nesterov Desenvolvido na URSS e aperfeiçoado na Polônia, este índice tem como variáveis a temperatura e o déficit de saturação do ar, ambos medidos diariamente às 13 horas. O índice de Nesterov, que também é acumulativo, tem a seguinte equação básica: sendo:
O déficit de saturação do ar, por sua vez, é igual a diferença entre a pressão máxima de vapor d’água e a pressão real de vapor d’água, podendo ser calculado através da seguinte expressão:
sendo:
No índice de Nesterov, a continuidade da somatória é limitada pela ocorrência de uma série de restrições na tabela abaixo:
A interpretação do grau de risco estimado pelo índice é feito através de uma escala de perigo apresentado abaixo: Desenvolvido através de dados da região central do Estado do Paraná, pelo professor Ronaldo Viana Soares em 1972, este índice, também acumulativo, tem como única variável a umidade relativa do ar, medida às 13 horas. A sua equação básica é a seguinte:
sendo:
Sendo acumulativo, o índice está sujeito às restrições de precipitação, como mostra a tabela a seguir:
A interpretação do grau de perigo estimado pela FMA e também feita através de uma escala.
Desenvolvido através de dados da região central do Estado do Paraná, pelo pesquisador José Renato Soares Nunes em 2005, este índice, também acumulativo, tem como variáveis a umidade relativa do ar, e o vento medidos às 13 horas. A sua equação básica é a seguinte:
sendo:
Sendo acumulativo no que se refere à umidade relativa, o índice está sujeito às restrições de precipitação, como mostra a tabela a seguir:
A interpretação do grau de perigo estimado pela FMA+ e também feita através de uma escala.
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