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Projetos em Andamento
De acordo com a classificação contida no "Sistema de Currículos Lattes" do CNPq e da CAPES, as pesquisas realizadas neste Laboratório, são enquadradas da seguinte forma:
CONTROLE BIOLÓGICO DE PRAGAS FORMIGAS CORTADEIRAS FAMÍLIA SCOLYTIDAE ALTERNATIVAS DE CONTROLE DE Condylorrhiza vestigialis EM PLANTIOS DE Populus spp. Nilton José Sousa Orientador - Prof. do Departamento de Ciências Florestais nsousa@floresta.ufpr.br RESUMO A espécie C. vestigialis, também conhecida como “Mariposa do Álamo” vem causado intensa desfolha aos povoamentos do gênero Populus no sul do Brasil. Buscando alternativas de controle para esta praga, o Laboratório de Proteção Florestal - UFPR, a alguns anos vem desenvolvendo um projeto chamado: Controle Biológico de Condylorrhiza vestigialis Guenèe, 1854 (Lepidoptera: Pyralidae). As etapas desenvolvidas até agora, foram as seguintes: a) o desenvolvimento da técnica adequada para a criação da mariposa em laboratório, obtendo-se assim dados sobre a biologia do inseto; b) identificação dos inimigos naturais da praga; c) desenvolvimento de uma dieta artificial para criação dos parasitóides em laboratório que possibilitou a determinação dos inimigos naturais que apresentavam potencial para uma criação massal e para uma posterior liberação ao campo; d) determinação dos hospedeiros alternativos da praga; e) estudos com produtos biológicos a base de fungos que ocorrem naturalmente na natureza a fim de que em uma possível aplicação causassem o menor nível de dano ao meio ambiente. Atualmente estão sendo testados inseticidas fisiológicos comparados a inseticidas químicos para que se possa conhecer uma forma de controle que seja mais eficiente em uma eventual necessidade de utilização. Todas estas etapas, acrescidas de outras como testes com predadores e vírus entomopatogênicos, no futuro serão utilizadas para a implantação de um programa de manejo integrado da Mariposa do Álamo. Palavras-chave: Controle de pragas, Condylorrhiza vestigialis, Mariposa do Álamo.
ALTERNATIVAS PARA O CONTROLE DE FORMIGAS CORTADEIRAS Boson, A. C. F. - Bolsista UFPR/TN Sousa, N. J. - Orientador - Prof. do Departamento de Ciências Florestais nsousa@floresta.ufpr.br RESUMO As formigas cortadeiras são consideradas pragas por atacarem plantas situadas em áreas comerciais como reflorestamentos, pastagens e cultivos agrícolas. O controle químico é considerado o método mais eficiente para o controle destes insetos, porém o seu uso tem sofrido uma série de restrições ecológicas que no futuro podem inviabilizar a sua utilização. Com o objetivo de encontrar soluções para este problema o Laboratório de Proteção Florestal da UFPR criou um projeto intitulado "Alternativas para o controle de formigas cortadeiras". Na primeira etapa foram testados extratos de plantas como: arruda (ruta spp), alecrim (vandalia spp), e gergelim (sesamum spp), em formigueiros do gênero Acromyrmex, porém estes se mostraram ineficientes, devido provavelmente à sua concentração e no futuro serão testados novamente com uma metodologia mais adequada. No momento a pesquisa foi direcionada para laboratório, onde estão sendo realizados testes sobre o fungo simbionte das formigas, que são cultivados em meio artificial. A alternativa testada são as sementes do gergelim (Sesamum sp.). Para tanto estas foram misturados ao meio de cultura, onde após autoclavagem foi inoculado uma porção do fungo simbionte. A testemunha é o meio de cultura puro. Os resultados destes testes demonstraram que o fungo cresce em média 8,95 cm para 7 dias, no meio base, e o fungo cresce em média 7,68 cm para 7 dias, no meio com sementes. Segundo a metodologia aplicada, as sementes de gergelim inibem significativamente o crescimento do fungo, a partir do sétimo dia. A etapa final deste projeto será avaliar no campo, em povoamentos comerciais, as alternativas que forem eficientes nos formigueiros do laboratório. Palavras-chave:1) formigas cortadeiras; 2) gênero Acromyrmex; 3) controle biológico
PESQUISAS REALIZADAS COM A FAMÍLIA SCOLYTIDAE NO LABORATÓRIO DE PROTEÇÃO FLORESTAL Sousa, N. J. - Orientador - Prof. do Departamento de Ciências Florestais nsousa@floresta.ufpr.br RESUMO O Laboratório de Proteção Florestal do Curso de Engenharia Florestal da UFPR, possui mais de 30 anos de tradição em pesquisas com a família Scolytidae (Insecta: Coleoptera), tendo publicado ao longo destes anos um grande número de dissertações, teses e trabalhos publicados em revistas científicas e em congressos especializados. O suporte técnico para todas estas publicações é a coleção PEDROSA-MACEDO/SCHÖNHERR/PLAUMANN que é considerada uma das maiores e mais completas do Brasil e da América do Sul. Atualmente as pesquisas realizadas nesta área concentram-se em dois tópicos distintos, o primeiro consiste em levantamentos com armadilhas etanólicas desenvolvidas neste laboratório, com o objetivo de caracterizar os escolitídeos como indicadores de qualidade ambiental. Para isto estão sendo feitas coletas periódicas na Floresta Ombrófila Densa em duas áreas distintas: a) a primeira na Reserva Natural Salto Morato, pertencente a Fundação o Boticário de Proteção a Natureza, onde estão instaladas aramadilhas que abrangem desde áreas totalmente desmatadas (pastagens), até áreas de floresta primária; b) a segunda o Parque Estadual do Palmito, pertencente ao Instituto Ambiental do Paraná, onde estão isntaladas armadilhas em áreas que foram desmatadas e que passam por um processo de regeneração natural com formações com 16, 29 e 54 anos de regeneração. O segundo tópico consiste na avaliação e caracterização dos danos provocados à madeira por esta família de insetos. Nestas avaliações estão sendo testadas as propriedades físicas e mecânicas de madeiras de toras de Pinus taeda estocadas no interior dos povoamentos. Os resultados destas pesquisas serão divulgados posteriormente, pois neste momento os experimentos ainda estão em andamento. Palavras-chaves: Scolytidae, Armadilha etanólica, Indicadores ambientais |
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