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Formigas Cortadeiras
O texto abaixo é parte da revisão de literatura da dissertação de mestrado do autor, defendida no Curso de Pós-Graduação em Engenharia Florestal da UFPR em 1996, intitulada “Avaliação do uso de três tipos de porta-iscas no controle de formigas cortadeiras, em áreas preparadas para a implantação de povoamentos de Pinus taeda L.
Autor – Nilton José Sousa As formigas cortadeiras estão situadas dentro do reino Animal, Filo Arthropoda, Classe Insecta. Segundo THOMAS (1990), este grupo de insetos, é composto de 5 gêneros, dentro da seguinte posição sistemática:
Ordem: Hymenoptera Em função de sua importância econômica no Brasil, as principais pesquisas e publicações sobre formigas cortadeiras estão concentradas nos gêneros Atta e Acromyrmex, conhecidas popularmente pelas denominações de Saúvas e Quenquéns. OCORRÊNCIA DE FORMIGAS CORTADEIRAS Aas
formigas cortadeiras do gênero Atta (saúvas), são
insetos americanos, não estando presentes na Europa, Ásia,
África e Oceania. Na América, sua área de dispersão
vai do sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina. Assim,
todos os países americanos compreendidos nesta região
têm saúvas, exceto o Chile, algumas ilhas das Antilhas
e o Canadá. ESPÉCIES DE FORMIGAS CORTADEIRAS ENCONTRADAS NO BRASIL a) Gênero Atta No Brasil o gênero Atta e representado pelas espécies e subespécies, listadas a seguir: 01) Atta bisphaerica Forel, 1908 - “Saúva-mata-pasto” 02) Atta capiguara Gonçalves, 1944 - “Saúva-parda” 03) Atta cephalotes (Lineu, 1758) - “Saúva-da-mata” 04) Atta goiana Gonçalves, 1942 - “Saúva” 05) Atta laevigata (F.Smith, 1858) - “Saúva-de-vidro” 06) Atta opaciceps Borgmeier, 1939 - “Saúva-do-sertão-do-nordeste” 07) Atta robusta Borgmeier, 1939 - “Saúva-preta” 08) Atta sexdens piriventris Santschi, 1919 - “Saúva-limão-sulina” 09) Atta sexdens rubropilosa Forel, 1908 - “Saúva-limão” 10) Atta sexdens sexdens (Lineu, 1758) - “Formiga-da-mandioca” 11) Atta silvai Gonçalves, 1982 - “Saúva” 12) Atta vollenweideri Forel, 1939 - “Saúva” b) Gênero Acromyrmex No Brasil o gênero Acromyrmex e representado pelas espécies e subespécies, listadas a seguir: 01) Acromyrmex ambiguus Emery, 1887 - “Quenquém-preto-brilhante” 02) Acromyrmex aspersus (F.Smith, 1858) - “Quenquém-rajada” 03) Acromyrmex coronatus (Fabricius, 1804) - “Quenquém-de-árvore” 04) Acromyrmes crassispinus Forel, 1909 - “Quenquém-de-cisco e quenquém” 05) Acromyrmex diasi Gonçalves, 1983 06) Acromyrmex disciger Mayr, 1887 - “Quenquém-mirim e formiga-carregadeira” 07) Acromyrmex heyeri Forel, 1899 - “Formiga-de-monte-vermelha” 08) Acromyrmex hispidus fallax Santschi, 1925 - “Formiga-mineira” 09) Acromyrmex hispidus formosus Santschi, 1925 10) Acromyrmex hystrix (Latreille, 1802) - “Quenquém-de-cisco-da-amazônia” 11) Acromyrmex landolti balzani Emery, 1890 - “Boca-de-cisco, formiga-rapa-rapa, formiga-rapa e formiga-meia-lua” 12) Acromyrmex landolti fracticornis Forel, 1909 13) Acromyrmex landolti landolti Forel, 1884 14) Acromyrmex laticeps Emery, 1905 - “Formiga-mineira e formiga-mineira-vermelha” 15) Acromyrmex laticeps nigrocetosus Forel, 1908 - “Quenquém-camperira” 16) Acromyrmex lobicornis Emery, 1887 - “Quenquém-de-monte-preta e formiga-de-monte-preta” 17) Acromyrmex lundi carli Santschi, 1925 18) Acromymex lundi lundi (Guérin, 1838) - “Formiga-mineira-preta” 19) Acromyrmex lundi pubescens Emery, 1905 20) Acromyrmex muticinodus (Forel, 1901) - “Formiga-mineira” 21) Acromyrmex niger (F. Smith, 1858) 22) Acromyrmex nobilis Santschi, 1939 23) Acromyrmex octospinosus (Reich, 1793) - “Carieira e quenquém-mineira-da-amazônia” 24) Acromyrmex rugosus rochai Forel, 1904 - “Formiga-quiçaça” 25) Acromyrmex rugosus rugosus (F. Smith, 1858) - “Saúva, formiga-lavradeira e formiga mulatinha” 26) Acromyrmex striatus (Roger, 1863) - “Formiga-de-rodeio e formiga-de-eira” 27) Acromyrmex subterraneus bruneus Forel, 1911 - “Quenquém-de-cisco-graúda” 28) Acromyrmex subterraneus molestans Santschi, 1925 - “Quenquém-caiapó-capixaba” 29) Acromyrmex subterraneus subterraneus Forel, 1893 - “Caiapó” ESPÉCIES DE FORMIGAS CORTADEIRAS DE IMPORTÂNCIA FLORESTAL NO ESTADO DO PARANÁ a) Gênero Atta Primitivamente,
nas florestas do Paraná, não havia saúvas. Estas
entraram no estado seguindo o caminho da colonização.
As principais espécies de interesse florestal, deste gênero
no Paraná são: b) Gênero Acromyrmex As
epécies de interesse florestal no estado do Paraná são:
HISTÓRICO DOS GÊNEROS Atta E Acromyrmex Estudos
antropológicos parecem indicar que as migrações
de tribos indígenas sul-americanas estão associadas à
infestação de suas roças por saúvas. ALIMENTAÇÃO DAS FORMIGAS CORTADEIRAS Durante
muito tempo pensou-se que o material vegetal cortado e carregado para
o interior do formigueiro fosse consumido diretamente como alimento
pelas formigas, o que não acontece. Escavando-se um formigueiro,
encontra-se em suas câmaras subterrâneas uma massa esponjosa
de cor branco-acinzentada, constituída pelo material vegetal
que as formigas carregam para o interior de seus ninhos, cortado em
minúsculos pedaços e por um fungo, que se desenvolve nutrido
pelos vegetais picados. ASPECTOS BIOLÓGICOS As formigas cortadeiras são insetos sociais, divididos em castas temporárias (iças e bitus) e castas permanentes (rainha, operárias (jardineiras e carregadeiras) e soldados). As castas têm tamanhos e atividades diferenciadas dentro da colônia, conforme descrição a seguir: as iças e bitus surgem em formigueiros adultos, alguns meses antes da revoada, recebem tratamento e alimentação diferenciada e são maiores que os soldados e operárias; a rainha depois da revoada e fecundação forma um novo formigueiro, é após o nascimento das primeiras operárias passa a ter como tarefa exclusiva a postura de ovos, e o maior indivíduo do formigueiro; as operárias jardineiras são os menores indivíduos da colônia, e tem como tarefa a manutenção da colônia de fungos; as operárias carregadeiras são maiores que as jardineiras, é sua função e a localização corte e transporte de material vegetal para o interior do formigueiro; os soldados são maiores que as carregadeiras é sua função e a proteção da colônia. A longevidade das operárias e soldados e de no máximo 6 meses, quanto ao tempo de vida dos formigueiros, em laboratório sauveiros chegam a 15 anos de vida e formigueiros de quenquém a 7 anos. Os ninhos das formigas são construídos no solo e podem ter várias panelas, que ocupam muitos metros quadrados, contendo milhões de indivíduos no gênero Atta. No gênero Acromyrmex os formigueiros são formados por milhares de indivíduos e possuem uma ou mais panelas. DANOS CAUSADOS POR FORMIGAS CORTADEIRAS Vários
autores destacam as saúvas como os insetos que maiores danos
causam à atividade agro-pastoril-florestal. Algumas espécies
desfolham, indistintamente, mono e dicotiledôneas e por este motivo
constituem a pior praga das florestas implantadas, sendo responsáveis
por significativas perdas, ou mesmo por um investimento para seu controle
que pode chegar à 30% do custo da floresta no final do terceiro
ciclo. BIBLIOGRAFIA DELLA LÚCIA, T. M. C; ANJOS, N.; SILVA, A. M.; BARCELOS, J. A. V.; BENTO, J. M. S.; FOWLWER, H. G.; FORTI, L. C.; FREITAS, G. D.; MORAES, E. J.; MOREIRA, D. D. O.; OLIVEIRA, A. C.; OLIVEIRA, M. A.; PINHÃO, M. A. S.; VILELA, E. F. YASSU, W. K. As formigas cortadeiras. Viçosa 1993. FORTI, L. C. avaliação Populacional de "Operárias Forrageiras" de atta sexdens rubropilosa Forel, 1908 (Hymenoptera: Formicidae) Através de Dois Métodos de Estimativa. Piracicaba. Dissertação (Mestrado em Entomologia), Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, USP. 1979. FORTI, L. C.; CROCOMO, W. B.; GUASSU, C. M. de O. Bioecologia e controle das formigas cortadeiras de folhas em florestas implantadas. Botucatu - SP: Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais, Boletim Didático nº 4, 1987. GONÇALVES, C. R. O Gênero Acromyrmex no Brasil. Rio de Janeiro. Tese para o concurso da cadeira de Entomologia e Parasitologia Agrícola da Escola Nacional de Agronomia. 1957. JURUENA, L. F. As formigas cortadeiras. Porto Alegre - RS: Boletim de divulgação. Instituto de Pesquisas Agronômicas do Rio Grande do Sul, nº 23, 1980. JURUENA, L. F.; CACHAPUZ, L. M. M. Espécies de formigas cortadeiras ocorrentes no Estado do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. Boletim de divulgação. Instituto de Pesquisas Agronômicas do Rio Grande do Sul LARANJEIRO, A. J.; Manejo Integrado de Formigas Cortadeiras na Aracruz Celulose. In: CURSO DE ATUALIZAÇÃO NO CONTROLE DE FORMIGAS CORTADEIRAS (3:1994 Piracicaba). Anais. MARICONI, F. A. M. As saúvas. São Paulo. Editora Agronômica Ceres. 1970. 167 p. PACHECO, P. Formigas Cortadeiras (Hymenoptera, Formicidae) Com ênfase as Culturas de Pinos e Eucaliptos. Piracicaba. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais) Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiros, USP. 1991. THOMAS, J. C. Formigas cortadeiras; instruções básicas para o controle. EMATER-PR. Curitiba, 1990. TROPPMAIR, H. Estudo zoogeográfico e ecológico das formigas do Gênero Atta (Hynmenoptera) com ênfase sobre a Atta laevigata. (Smith, 1958), no Estado de São Paulo. Rio Claro. Tese apresentada ao Concurso de Livre Docência, na F.F.C.L. 1973. O texto abaixo é parte da revisão de literatura da dissertação de mestrado do autor, defendida no Curso de Pós-Graduação em Engenharia Florestal da UFPR em 1996, intitulada “Avaliação do uso de três tipos de porta-iscas no controle de formigas cortadeiras, em áreas preparadas para a implantação de povoamentos de Pinus taeda L. Controle de Formigas Cortadeiras Autor – Nilton José Sousa Um
dos pontos fundamentais para o sucesso de um empreendimento florestal
é o controle das formigas cortadeiras, conhecidas pelas denominações
de saúvas, pertencentes ao gênero Atta e de quenquéns
pertencentes aos gêneros Acromyrmex, Mycocepurus, Sericomyrmex
e Trachymyrmex. APLICAÇÃO DE ISCAS GRANULADAS Uum
dos principais problemas para o controle das formigas cortadeiras (Atta
spp. e Acromyrmex spp.), em florestas implantadas é a localização
dos formigueiros em estágios iniciais de desenvolvimento, para
que sejam seguramente exterminados. Dentre os métodos existentes
para o controle de formigas cortadeiras, as iscas granuladas têm
sido preferidas por sua facilidade de aplicação, dispensando
o uso de equipamentos onerosos. PORTA-ISCAS Um porta-iscas deve atender aos seguintes requisitos: comportar uma quantidade relativamente grande de isca; proteger as iscas contra a chuva, umidade e animais silvestres; permitir uma ventilação eficiente, para que não ocorra condensação de vapor de água e permita a liberação do odor da isca para a atratividade; evitar o aquecimento interno, que seria prejudicial à isca; possibilitar o controle preventivo e intensivo dos sauveiros, mesmo que sejam de difícil localização. Existem dois tipos de porta-iscas, o convencional e o micro-porta-iscas (MIPI). a) Porta-iscas convencional (Copo) O
porta-iscas consiste em copos de papel parafinado externamente, de formato
cônico, com dimensões de 6,0 x 6,0 x 7,0 cm, respectivamente,
diâmetro da base, altura e diâmetro da boca. Possuem 6 orifícios
laterais equidistantes de um centímetro de diâmetro. b) Micro-porta-iscas (MIPI) O porta-iscas MIPI, consiste em um saquinho plástico, que contém em seu interior determinada quantidade de isca formicida, com as dimensões de 6 x 8 cm, com espessura de 0,06 mm, na cor juta, que permite que o saquinho confunda-se com as folhas que estão no solo. A dosagem de isca normalmente utilizada é de 10 gramas por recipiente plástico, com preferência para a micro-isca granulada, para facilitar o controle de quenquéns. EFICIÊNCIA DOS PORTA-ISCAS Com
a distribuição regular de porta-iscas, torna-se desnecessária
a localização e medição de todos os formigueiros,
bastando apenas algumas amostragens para que se conheça a taxa
de infestação das áreas reflorestadas, para determinar
a densidade de porta-iscas por hectare. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, A. F. de; ALVES, J. E. M. Controle integrado de Saúvas na Aracruz Florestal. Aracruz - ES: Aracruz Florestal, 1982. 72 p. ALVES, J. E. M.; ALMEIDA, A. F. de; LARANJEIRO, A. J. Os porta-iscas no controle de saúvas (Atta, Formicidae) em florestas implantadas de eucaliptos: análise de eficiência em 4 densidades. Revista Silvicultura, São Paulo, ano X, no 39, 47 p, (Ed. Sociedade Brasileira de Silvicultura). 1984.. EQUIPE TÉCNICA DA EMPRESA DURATEX. Controle de formigas cortadeiras na Duratex. In: CURSO DE ATUALIZAÇÃO NO CONTROLE DE FORMIGAS CORTADEIRAS (3:1994 Piracicaba). Anais. Piracicaba: IPEF, 1994. p 34-38. FORMIGAS CORTADEIRAS PROBLEMAS E SOLUÇÕES. Dossiê Técnico da empresa ATTA-KILL. FORTI, L. C.; CROCOMO, W. B.; GUASSU, C. M. de O. Bioecologia e controle das formigas cortadeiras de folhas em florestas implantadas. Botucatu - SP: Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais, Boletim Didático nº 4, 1987. 30 p.
LARANJEIRO, A. J.; ALVES, J. E. M.; MARQUES, C. G.; ALMEIDA, A. F. Análise da distribuição de micro-porta-iscas em áreas de reforma de Eucalyptus spp., visando o controle de formigas cortadeiras (Atta spp. e Acromyrmex spp.). 10 p, 1986. LARANJEIRO, A. J.; Manejo Integrado de Formigas Cortadeiras na Aracruz Celulose. In: CURSO DE ATUALIZAÇÃO NO CONTROLE DE FORMIGAS CORTADEIRAS (3:1994 Piracicaba). Anais. Piracicaba: IPEF, 1994. p 28-33. MARQUES, C. G.; ALVES, J. E. M.; SOUZA, W. de; LARANJEIRO, A. J.; MACIEL, R.; ALMEIDA, A. F. de; Emprego de Porta-iscas no sistema convencional de aplicação de iscas granuladas no controle de saúvas (Atta spp., FORMICIDAE). Na Aracruz Florestal: Uma Análise operacional. . Revista Silvicultura, São Paulo, ano X, no 39, 47 p, (Ed. Sociedade Brasileira de Silvicultura). 1984.. MENDES FILHO, J. M. de A. Técnica de combate as formigas. Série Técnica - IPEF, Piracicaba. v.2, no 7, 19 p, 1981. PARMA, L. G. Microporta-iscas. Boletim de Pesquisa. Cia Agrícola e Florestal Santa Barbara, nº 008, 3p, 1986. RECH, B.; TOTTI, J.A.; BORTOLAZ, E. Uso de Porta-iscas no combate às formigas cortadeiras. In: CONGRESSO FLORESTAL ESTADUAL (5:1984 Nova Prata - RS). Anais. Nova Prata: 1984. p 514-520. SILVA, A. L. DA. Efeitos da isca granulada “EAV - 041 - A” no controle às formigas cortadeiras Atta sexdens rubropilosa Forel, 1908 e Acromyrmex spp. (Hymenoptera - Formicidae). Piracicaba. Dissertação (Mestrado em Agronomia), Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, USP. 123 p, 1973. THOMAS, J. C. Formigas cortadeiras; instruções básicas para o controle. EMATER-PR. Curitiba, 32 p , 1990. ZANUNCIO, J. C.; COUTO, C.; SANTOS, G. P.; ANUNCIO, T.V. Eficiência da isca granulada Mirex-S, à base de Sulfluramida, no controle da formiga cortadeira Atta laevigata (F. Smith, 1858) (HYMENOPTERA:FORMICIDAE). Revista Árvore, Viçosa - MG: (SIF), v.16, nº 3, p 247-372,. 1992. ZANUNCIO, J.C.; Impacto ambiental e substituição do Dodecacloro no controle de formigas cortadeiras. Boletim Informativo. 1994. Boson,
A. C. F. (Bolsista UFPR/TN) RESUMO As formigas cortadeiras são consideradas pragas por atacarem plantas situadas em áreas comerciais como reflorestamentos, pastagens e cultivos agrícolas. O controle químico é considerado o método mais eficiente para o controle destes insetos, porém o seu uso tem sofrido uma série de restrições ecológicas que no futuro podem inviabilizar a sua utilização. Com o objetivo de encontrar soluções para este problema o Laboratório de Proteção Florestal da UFPR criou um projeto intitulado "Alternativas para o controle de formigas cortadeiras". Na primeira etapa foram testados extratos de plantas como: arruda (ruta spp), alecrim (vandalia spp), e gergelim (sesamum spp), em formigueiros do gênero Acromyrmex, porém estes se mostraram ineficientes, devido provavelmente à sua concentração e no futuro serão testados novamente com uma metodologia mais adequada. No momento a pesquisa foi direcionada para laboratório, onde estão sendo realizados testes sobre o fungo simbionte das formigas, que são cultivados em meio artificial. A alternativa testada são as sementes do gergelim (Sesamum sp.). Para tanto estas foram misturados ao meio de cultura, onde após autoclavagem foi inoculado uma porção do fungo simbionte. A testemunha é o meio de cultura puro. Os resultados destes testes demonstraram que o fungo cresce em média 8,95 cm para 7 dias, no meio base, e o fungo cresce em média 7,68 cm para 7 dias, no meio com sementes. Segundo a metodologia aplicada, as sementes de gergelim inibem significativamente o crescimento do fungo, a partir do sétimo dia. A etapa final deste projeto será avaliar no campo, em povoamentos comerciais, as alternativas que forem eficientes nos formigueiros do laboratório. Palavras-chave:1) formigas cortadeiras; 2) gênero Acromyrmex; 3) controle biológico
Avaliação do uso de três tipos de porta-iscas no controle de formigas cortadeiras em áreas preparadas para implantação de povoamentos de Pinus taeda L. Autor:
Nilton José Sousa RESUMO Este trabalho foi realizado no município de Itapeva, estado de São Paulo, em áreas de queima controlada e microcultivo (cultivo mínimo), preparadas para a implantação de povoamentos de Pinus taeda L. Teve como objetivo testar a eficiência de três modelos de porta-iscas (Copo, Formicil e MIPI), utilizados no controle de formigas cortadeiras (Hymenoptera : Formicidae). As etapas do trabalho foram a identificação das espécies de formigas cortadeiras existentes na região, determinação do porta-iscas mais eficiente entre os modelos testados, determinação da melhor densidade entre os porta-iscas testados e avaliação do consumo de mudas de P. taeda., após o uso dos recipientes. Foram identificadas as espécies Acromyrmex aspersus (F. Smith, 1858), Acromyrmex crassispinus Forel, 1909 e Atta sexdens rubropilosa Forel, 1908. Entre os formigueiros encontrados 98% pertenciam ao gênero Atta, e tinham menos de 1 m2 de área aparente. Os formigueiros presentes na área de microcultivo consumiram o maior número de mudas e de iscas. As densidades que distribuíram as maiores quantidades de recipientes por parcela, apresentaram o maior consumo de iscas, com exceção do porta-iscas tipo Formicil. A proteção das iscas dada pelos recipientes, tem relação direta com a ocorrência de chuvas. Entre os porta-iscas testados o modelo tipo Copo apresentou a melhor eficiência relativa sendo considerado o melhor entre os testados e o modelo Formicil o pior. De maneira geral nenhum dos porta-iscas testados mostrou uma eficiência de 100%, no entanto protegeram as mudas que foram significativamente mais consumidas nas parcelas testemunhas. ABSTRACT The objective of this work was test the efficiency of three models of bait holder (Copo, Formicil and MIPI), used in the control of leaf-cutter ants (Hymenoptera, Formicidae). The work was developed in the municipality of Itapeva, São Paulo State, in areas of burn controled and microcultivation, prepared for the implantation of Pinus taeda L. stands. The phases of the work were the identification of the leaf-cutter ants in the region, determine the most efficient bait holder among the models tested and determine the best density among the bait holder. The species Acromyrmex aspersus (F. Smith, 1858), Acromyrmex crassispinus Forel, 1909 and Atta sexdens rubropilosa Forel, 1908 were identified. Among the ant-hills found 98% belonged to Atta genus, and had less than 1 square meter of apparent area. The area of microcultivation presented the bigger consumption of seedlings and bait. The densities that distributed bigger quantities of recipients by parcel, presented the bigger consumption of bait, excepting the bait holder Formicil. The protection of the baits in the recipients, has direct relation with the rain occurrence. Among the bait holder tested the model Copo was considered the best and the model Formicil the worst. In a general way no bait holder were really efficient even that they protected the seedlings that were more consumed in the testimony parcels. Análise econômica da atividade de formigas cortadeiras e da financeira de um povoamento de Eucalyptus spp no estado do Mato Grosso Autor:
ROMANO TIMOFEICZYK JÚNIOR RESUMO Este estudo foi realizado com dados coletados no município de Cuiabá, estado do Mato Grosso, em áreas plantadas com Eucalyptus spp, cuja finalidade é fornecer lenha para a unidade fabril de uma empresa. Foram processadas todas as informações operacionais compreendidas no período de 1990 a 1997, visando alcançar os seguintes objetivos: 1) Avaliar economicamente a atividade de controle de formigas cortadeiras e a sua participação na estrutura de custos da empresa; 2) Identificar e analisar os componentes de custos da atividade de controle de formigas cortadeiras; 3) Avaliar a eficiëncia do controle de formigas nas fases de pré-plantio, plantio e manutenção, e determinar qual a espécie mais suscetível ao ataque destas pragas; 4) Determinar qual a participação de cada atividade do processo de produção florestal no custo da madeira em pé; 5) Avaliar a competitividade dos custos de implantação e manutenção florestal, face aos dados observados na empresa; 6) Determinar, a diferentes taxas de juros, a quantidade mínima de madeira produzida necessária para que um determinado projeto da fazenda seja viável sob o ponto de vista econõmico. Até 1992, com a utilização de isca a base de dodecacloro, este insumo participava com 42% dos custos totais, enquanto a participação da mão-de-obra girou em torno de 48%. A Lei Federal 7.802189, através da portaria 91, de novembro de 1992, proibindo o uso de organoclorados como defensivos agrícolas no Brasil, incrementou o uso de isca formicida à base de sulfluramida. Este insumo passou a ter maior participação nos custos totais, com 60%, enquanto a mão-de-obra caiu para 35%. Os outros componentes de custo têm pouca participação nos custos totais. A partir de 1996, começou haver um equilíbrio na participação dos custos, porém a isca formicida é a que apresenta maior sensibilidade para a redução ou aumento dos custos de controle. A participação da atividade de controle a formigas cortadeiras no período considerado foi de 2,3%, e a espécie de Eucalyptus pellita mostrou-se mais suscetível ao ataque das formigas. A empresa apresenta custos operacionais abaixo dos custos médios observados em empresas florestais situadas em algumas bacias hidrográficas do estado de São Paulo. Apenas 24,1% da área plantada apresenta-se rentável a juros de 0%, e com taxas superiores a 6%, o projeto não é viável, demonstrando a necessidade de realizar pesquisas silviculturais visando aumentar a produtividade florestal. ABSTRACT This study was carried out with data collected in the Cuiabá City in the State of Mato Grosso, in an area with Eucalyptus spp plantation which finality is to supply fuel wooden for plant of a company. It were worked all operational information from 1990 to 1997 on order to obtain the following objectives: 1 ) tó evaluate economically the activities of ants pest control and i1s sharing in the cost structure of the company; 2) to identify and analyze the cost components of the ants pest control activities; 3) to evaluate the efficiency of ants pest control during the pre-plantation, plantatíon and maintenance and to determine what is species more susceptible to attack of these pests: 4) to determine what is the sharing of each activity of forest production process into stumpage cost; 5) to evaluate the competitivity of the forest establishment and maintenance costs, in the face of the data that had obtained the company; 6) to determine, at different interest rates, the minimal quantity of wood produced necessary in order for a determinate project of company would be feasible under economic point of view. Until 1992, with tinder' dodecachlorine, this input accounted for 42% of total cost, as long as man-power accounted for about 48%. The 7.802/89 federal act, by its 91 government edict , dated in November of 1992, forbade the organochlorine as agricultural defensible in Brazil. So, it was begun the use of "sufluramìda" based ants tìnder. Thìs input accounted for 60% in the total cost, as fong as the man-power participation decreased to 35°fo. The other cost components have a low participation in the tatal cost. After 1996, it began to have an trade off in cost sharing, however, the ants tinder is that present the more sensíbility for decreasing or increasing of control cost. The ants control activity accounted for 2.3°k in this period. The Eucalyptus pellita gave sígns that it ís more susceptible to ants attacks. Only 24.1 % of the planted area is economically feasible at 0% of interest rate. Hovvever, with interest rate above than 6°k the project is not economically feasible. It demonstrated that is necessary to develop silvicultural researches to increase the forest productivity. |
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